E como é que um farmacêutico pode ajudar no tratamento canábico?

E como é que um farmacêutico pode ajudar no tratamento canábico?

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Mesmo sem prescrever, muitos profissionais já entraram no mundo canábico e podem influenciar no tratamento do paciente, como o farmacêutico. Entenda 

Mesmo sem prescrever, muitos profissionais já garantiram o seu lugar no mundo canábico como o farmacêutico. Entenda
Foto: Freepik

Se você pensa que um farmacêutico está limitado a carregar o seu bilhete de transporte ou pegar o produto na prateleira da drogaria que o médico receitou, está completamente enganado. O farmacêutico vai além disso. 

Eles desenvolvem pesquisas, orientam as pessoas, fabricam remédios e cosméticos, fazem controle de qualidade, trabalham em clínicas de toxicologia e parece que podem até acompanhar pacientes canábicos.

Pelo menos é isso que uma clínica no Paraná começou a fazer. Após as agendamento?utm_source=cannalize&utm_medium=textoancora&utm_campaign=agendamento” target=”_blank”>consultas médicas, os pacientes são acompanhados por farmacêuticos que ajudam a encontrar a dose ideal de cannabis, além de entender quais são as interações entre remédios e se um produto está realmente fazendo efeito.

Tratamento individualizado 

Diferente de outros tratamentos, o uso da cannabis não é igual para todas as pessoas. Muitas vezes, dois pacientes utilizam doses e concentrações do óleo de maneiras diferentes, mesmo tratando a mesma condição médica. 

E isso requer um acompanhamento de perto de cada pessoa para encontrar a dose e o remédio ideal, além de entender como o tratamento está reagindo ao corpo e se há melhoras.

Por isso, a clínica do Paraná chamada 3F funciona assim: Antes do paciente passar em uma consulta com o médico, ele responde uma ficha com uma série de perguntas. Em seguida, o farmacêutico faz uma análise das possíveis interações medicamentosas e faz um relatório.

O profissional vai ter informações que vão ajudar na prescrição da cannabis medicinal. A pessoa ainda tem alguns encontros com o farmacêutico para ajustar a dose, avaliar os efeitos adversos e analisar a possibilidade de uma nova consulta. 

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O que os médicos pensam disso?

De acordo com a médica generalista que trabalha na clínica 3F, Beatriz Larentis, isso amplia a capacidade de atuação do médico, que consegue fazer uma consulta mais completa e menos cansativa.

Segundo a médica, o acompanhamento farmacêutico não substitui uma consulta, mas agiliza o seu trabalho.  Em pacientes de baixo risco, por exemplo, os médicos estipulam uma dose pequena com a possibilidade de progressão com o acompanhamento farmacêutico. 

“O farmacêutico tem uma formação muito mais voltada para a parte de fármacos, e a gente atende pacientes muito polimedicados, que vem a calhar. (…) A dose individualizada também complexifica o tratamento e os retornos com os profissionais nos ajudam a manter o vínculo (com o paciente), pois requer muita paciência para achar a dose certa”, acrescenta.

Dentro das suas funções

De acordo com o professor de Farmacologia Clínica e de Canabinologia Médica nos cursos de Medicina e Mestrado em Biociências na UNILA (Universidade Federal da Integração Latino-Americana), Francisney Nascimento, o farmacêutico é perfeitamente capaz de auxiliar no ajuste da dose. 

“O médico receita duas gotas, por exemplo, com a possibilidade de aumentar até 10. De acordo com essa prescrição aberta, o farmacêutico pode ajustar a dose dentro dos limites permitidos”, diz.

O professor universitário ainda acrescenta que outra função realizada pelo farmacêutico pode é a aplicação de escalas para saber se a pessoa está se sentindo melhor e quais os efeitos colaterais. Ou então uma avaliação para entender se o tratamento está sendo eficaz ou não. 

A médica generalista ainda complementa que algumas informações práticas a respeito dos produtos são mais conhecidas pelos farmacêuticos. “Nunca me liguei para o armazenamento da medicação, por exemplo, e isso é superimportante para pacientes que usam baixas doses e o frasco dura muito”, diz. 

Outros tipos de acompanhamento

O acompanhamento dos pacientes não é feito apenas por farmacêuticos. Empresas como a Cannect, por exemplo, monitoram os pacientes através de enfermeiros, que também escrevem relatórios sobre a progressão do tratamento canábico para os médicos. 

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