Em ato, ativistas pedem mais acesso à cannabis medicinal 

Em ato, ativistas pedem mais acesso à cannabis medicinal 

Sobre as colunas

As colunas publicadas na Cannalize não traduzem necessariamente a opinião do portal. A publicação tem o propósito de estimular o debate sobre cannabis no Brasil e no mundo e de refletir sobre diversos pontos de vista sobre o tema.​

O grupo defende uma educação maior sobre cannabis à população, além de leis que a tornem mais acessível.

Ontem (24) ativistas, pacientes e representantes de associações foram até o Salão Verde da Câmara dos Deputados em Brasília para defender o uso da cannabis medicinal. 

O evento também representa o Dia Nacional da Cannabis Medicinal. Embora a data seja comemorada oficialmente no dia 27, os manifestantes utilizaram a última quarta-feira visando a maior movimentação dos políticos no plenário. 

Segundo a jornalista Thais Saraiva, co-fundadora da InformaCann ao Correio Braziliense, a divulgação de informações é o melhor jeito de combater o preconceito sobre a cannabis. 

 “Se usar as palavras certas, conversando com calma, trazendo os dados científicos, as pesquisas científicas como as da USP, que é a maior produtora de pesquisas acadêmicas sobre o tema no mundo, a gente consegue avançar”, acrescentou ao jornal.

Foto: iStock

Cultivo e mercado

Além de pedir um acesso maior a informações canábicas, o grupo pede também um cultivo no Brasil. Apesar da fabricação ser aprovada aqui, a matéria prima precisa ser importada, o que gera um custo maior no produto final.

A também co-fundadora da InformaCann, Manuela Borges, ainda acrescentou que esse poderia ser um caminho para um novo produto a ser explorado, o que alcançaria tanto a economia local quanto a produção legal no Brasil.

Segundo um levantamento, os brasileiros compraram cerca de US$13 milhões em óleos só até outubro deste ano. Dois milhões a mais que no mesmo período de 2020 e quase cinco milhões que em 2019.O número é o maior da história até agora.

Contudo, o acesso dos medicamentos ainda é bastante restrito. Dependendo do tipo de óleo e concentração de canabinoides, ele pode chegar a um valor de R$3 mil. 

Apoio

O manifesto foi apoiado por alguns deputados federais, principalmente que articulam o Projeto de Lei 399/15, que visa regular o plantio e a comercialização da cannabis em solo nacional.. 

Entre os apoiadores estavam os deputados Bacelar (Podemos/BA), Alex Manente (Cidadania/AP), Túlio Gadelha (PDT/AP), Joenia Wapichana (Rede/RR), Leandro Grass (Rede) e a senadora Mara Gabrilli (PSDB/SP).

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