ExpoCannabis: Palestrantes pedem mais representatividade no mercado da cannabis

ExpoCannabis: Palestrantes pedem mais representatividade no mercado da cannabis

Sobre as colunas

As colunas publicadas na Cannalize não traduzem necessariamente a opinião do portal. A publicação tem o propósito de estimular o debate sobre cannabis no Brasil e no mundo e de refletir sobre diversos pontos de vista sobre o tema.​

Durante a primeira edição do evento, um dos assuntos abordados foi a representatividade e a inclusão no mercado de trabalho canábico

No último final de semana, aconteceu a primeira edição da ExpoCannabis Brasil em São Paulo. Além de exposições, atrações e shows, também teve dois espaços com palestras simultâneas o dia todo.  

Uma delas foi sobre diversidade e inclusão no mercado da cannabis. Com a mediação da educadora Luna Vargas, o painel recebeu o influenciador Marcio Makana, além das consultoras Lívia Oliveira e Vera Missen.

Todos tiveram um espaço para compartilhar suas experiências com a cannabis e a influência no mercado de trabalho, além de destacar a importância de ter um olhar para inclusão no mercado canábico.

A consultora Vera Lúcia, por exemplo, contou que a sua vida foi transformada depois que entrou nos negócios de cannabis. Sem trabalhar por anos para cuidar dos filhos, ela viu a sua vida mudar radicalmente quando foi para a ExpoCannabis do Uruguai e se apaixonou pelo assunto.

Preconceito

É claro que a pauta do preconceito também não ficou de fora. Lívia Oliveira, mais conhecida como Transcanábica, contou como sofreu preconceito do próprio meio em que foi acolhida. 

Depois de se assumir trans na adolescência, ela contou que foi expulsa de uma Ong Lgbtqia+ após expor o uso da maconha nas redes sociais. Também perdeu seguidores e até amigos por causa da erva.

Vera Lúcia complementa que o preconceito começa quando as pessoas não entendem o porquê as pessoas fumam. “Será que ela tem insônia? Será que ela só quer aliviar o estresse?”, questionou.

A importância da inclusão nas empresas de cannabis

Na palestra, Livia Oliveira contou que fez um levantamento de 40 empresas que atuam no mercado de cannabis no Brasil, e descobriu que apenas 2% delas empregam pessoas trans. “É necessário reparar isso agora, aproveitar que as empresas ainda estão começando”, acrescenta.

Makana ainda lembrou que o start inicial da legalização nos Estados Unidos aconteceu por causa das minorias. “Foi autorizado pela primeira vez na Califórnia para tratar pessoas com HIV lá na década de 1990”, disse.

Por isso, segundo ele, é necessário incluir a diversidade neste mercado.

Os convidados também defenderam  mais cotas e mais diversidade das empresas focadas nesse nicho. 

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