Japão pode aprovar o CBD, mas o THC ainda continua com a tolerância zero

Japão pode aprovar o CBD, mas o THC ainda continua com a tolerância zero

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O país asiático é conhecido por suas leis rígidas em relação à cannabis, mesmo para o uso medicinal. Mas parece que as coisas vão mudar.

Após uma reunião feita pelo Ministério da Saúde do Japão na última quinta-feira (29), especialistas recomendaram o uso do CBD (canabidiol), que pode ser acatado pelo governo. 

Eles recomendaram que o governo revise tanto a importação quanto a fabricação de remédios feitos à base de cannabis no país.

Na reunião, a equipe ainda citou o caso do Epidiolex, um remédio feito com a planta para o tratamento de epilepsia que foi permitido no Japão para testes clínicos domésticos. 

No entanto, a medida reforça a “tolerância zero” do uso da maconha no país, com medidas ainda mais rígidas sobre o uso adulto. 

Leia também: Número de presos por causa da cannabis bate recorde no Japão

Leis severas

O Japão é conhecido por estabelecer leis bastante rígidas a respeito de qualquer forma de cannabis no país. Motivo pelo qual até estrelas internacionais sofreram as consequências.

Como, por exemplo, o ex-Beatle Paul McCartney, que passou nove dias na prisão em 1980 depois que encontraram maconha em sua bagagem.

Por isso, a possível aprovação do uso medicinal ainda iria reforçar a proibição do uso recreativo, fechando possíveis brechas.

Sem THC

As recomendações dos especialistas chegaram em um momento em que o canabidiol é cada vez mais popular no Japão.

A petição pede a proibição apenas do THC (tetrahidrocanabinol) em vez da planta inteira. O composto é conhecido por gerar a “alta” da maconha.

A mudança também pode ser útil para evitar que agricultores sejam presos por inalar fumaça no cultivo de cânhamo, bastante usado na fabricação de cordas no país.

Trata-se de uma derivação da cannabis medicinal com até 0,3% de THC, ou seja, não “chapam” ninguém. 

Sem restrições

Por outro lado, a política sem THC também abriria brechas para outro mercado: o de cosméticos e suplementos alimentares.

“Isso garantiria que a indústria emergente do CBD não fosse restrita”, disse um funcionário do Ministério da Saúde à AFP.

As recomendações ainda precisam ser analisadas pelo governo, que só poderão fazer alterações, mediante a um Projeto de Lei. 

Você também pode querer ler: Uso medicinal da cannabis ganha força no Japão

Procure um médico

É importante ressaltar que no Brasil, qualquer produto feito com a cannabis precisa ser prescrito por um médico, que poderá te orientar de forma específica e inclusive, indicar qual o melhor tratamento para a sua condição.

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