Maconha no espaço? Segundo ex-astronauta, isso será possível

Maconha no espaço? Segundo ex-astronauta, isso será possível

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As colunas publicadas na Cannalize não traduzem necessariamente a opinião do portal. A publicação tem o propósito de estimular o debate sobre cannabis no Brasil e no mundo e de refletir sobre diversos pontos de vista sobre o tema.​

Chris Hadfield afirmou que será possível cultivar e consumir maconha no espaço no futuro. O ex-astronauta, inclusive, se juntou a uma empresa canábica recentemente. 

 

Já é fato que a maconha dá uma “viajada” em quem a consome, agora, imagina essas viagens chegarem até o espaço? Pois bem, esse é o pensamento do ex-astronauta Chris Hadfield. 

Em entrevista para o site Futurism, o canadense afirmou que, em um futuro, as pessoas vão conseguir cultivar e consumir a erva fora do planeta. 

“As pessoas já tem mastigado cogumelos e diversos tipos de raízes e frutos desde sempre. E por isso, há sempre um lugar na sociedade ou no comportamento humano para isso” ressalta. 

Polêmica na Internet 

Foto: Olhar Digital 

Quando ainda exercia a sua profissão, Chris ficou conhecido na Internet ao relatar a sua vivência na Estação Espacial Internacional (ISS). Lá, ele gravava vídeos e tirava fotos, para postar em suas redes sociais. O sucesso foi tanto, que o canadense até lançou um álbum de músicas de guitarra, feito diretamente do espaço. 

Porém, apesar do sucesso, infelizmente o ex-astronauta sofreu com o lado ruim dos meios digitais. Foi realizada uma montagem em uma de suas fotos publicadas, na qual substituíram um saco com ovos de páscoa por uma embalagem contendo maconha. 

Na época, a imagem falsa repercutiu em vários veículos, entretanto, tempos depois o caso foi esclarecido.

Hoje, Hadfield trata o tema de forma descontraída, mas ressalta que, atualmente, não seria possível fumar a erva dentro da espaçonave: 

“Você não pode se intoxicar ou se embriagar, porque se algo der errado, você vai morrer”. 

Junção com empresa canábica 

Em 2021, interessado no tema e na possibilidade do consumo da erva no espaço, o ex-astronauta se tornou conselheiro da BioHarvest, uma empresa de biotecnologia do ramo da cannabis. 

Segundo Chris, a companhia registrou grandes avanços em alternativas no cultivo da maconha, descobrindo novas formas de usar biorreatores para produzir tricomas. 

Com isso, se essa técnica for efetivada, astronautas, por exemplo, não irão precisar de grandes quantidades de água e pesticidas para o cultivo, semeando apenas a parte produtiva da planta. 

Ilian Sobel, CEO da BioHarvest, enxerga o espaço como o local ideal para a realização de experimentos com cannabis medicinal:  

“Vemos a capacidade potencial de que canabinoides menores valiosos sejam cultivados em quantidades significativamente maiores em comparação com seu crescimento na Terra” ressalta Ilian. 

Lado medicinal como prioridade 

O foco da BioHarverst é conseguir disponibilizar produtos medicinais feitos à base de cannabis para os astronautas. Apesar da erva para fins recreativos gerar expectativas de ser levada ao espaço, o objetivo está em fornecer nutrientes. 

Para desenvolver esses compostos, a empresa se juntou a outra startup, a Space Tango, responsável por produtos destinados ao espaço. A ideia é, além de fabricar os nutrientes, proporcionar uma nova forma de cultivo da planta para determinadas ocasiões. 

“Também é possível que o cultivo de nutrientes seja necessário para os viajantes espaciais em viagens de longa duração” afirma Alain Berinstain, CEO da Space Tango. 

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