Mulheres grávidas presas por fumar maconha? Sim, isso está acontecendo!

Mulheres grávidas presas por fumar maconha? Sim, isso está acontecendo!

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Um levantamento mostrou um alto índice de gestantes detidas por ingerir a erva em uma região dos Estados Unidos. 

Uma pesquisa realizada pelo portal AL.com evidenciou uma situação preocupante no Alabama, nos Estados Unidos. Segundo os dados, muitas mulheres grávidas do local estão sendo presas por fumar maconha

O levantamento mostra que diversas gestantes foram detidas por portar a erva nos últimos meses, o que começou a ser analisado a partir da prisão de Ashley Banks, uma mulher norte-americana de 23 anos. 

As iniciativas dos órgãos de segurança acontecem por uma lei implementada pelo governo local, que afirma que pessoas grávidas encontradas com alguma substância ilícita “devem ser presas e direcionadas para um programa de tratamento de drogas.”

O intuito das autoridades é evitar que essas gestantes “coloquem em risco a vida dos seus filhos durante a gravidez ou no pós-parto.” 

Entenda: A cannabis pode causar complicações no pós gravidez, segundo estudo

O caso Ashley 

O que despertou a atenção para a realização desta pesquisa foi o caso de Ashley Banks, presa no final de maio com uma pequena quantidade de maconha, além de uma pistola, a qual a jovem não tinha permissão de porte.

Em condições normais, ela poderia pagar uma fiança e responder em liberdade até a realização de um julgamento criminal, o que acabou não acontecendo.

“Banks admitiu fumar maconha no mesmo dia em que descobriu que estava grávida – dois dias antes de sua prisão. Em Etowah (condado do Alabama), isso significava que ela não poderia sair da prisão a menos que entrasse na reabilitação de drogas, deixando-a no limbo por três meses”, ressalta o veículo. 

A situação de Ashley se complicou ainda mais quando foi constatado que ela não se qualificava para o programa de reabilitação, já que não apresentava sintomas de dependência. Ou seja, ela teve que permanecer todo esse tempo na cadeia, até que um juiz concedesse a sua libertação, o que ocorreu no dia 25 de agosto. 

A jovem relatou que sofreu de sangramento vaginal grave e que foi direcionada para o hospital em duas ocasiões, o que a deixou com medo da gravidez virar de alto risco. 

Confira: Mais da metade das Américas já extinguiu a prisão por maconha

Prisões pós-parto 

 

Apesar do foco do levantamento ser mulheres grávidas, a medida também foi aplicada para mães no pós-parto, como aconteceu com Hali Burns, outra moradora do estado. 

Segundo uma matéria publicada no The Guardian, Hali foi conduzida à cadeia por policiais apenas seis dias depois de dar a luz ao seu filho, com a alegação de que ela havia testado positivo para o consumo de drogas. 

De acordo com as autoridades, a substância consumida pela mulher tinha como objetivo controlar desejos e diminuir a abstinência. 

Além de ser presa sem muitas justificativas, Burns teve que enfrentar situações desumanas na cadeia. 

Quando ela foi jogada na prisão, ainda estava se recuperando fisicamente do parto. Mas o local não tinha instalações para ela bombear ou cuidar de suas feridas. Seu parceiro tentou trazer absorventes e roupas íntimas, mas as autoridades do condado de Etowah não permitiram”, relata o jornal.

Veja mais: Prisão de Orange Is The New Black vira laboratório de cannabis

Procure um médico

É importante ressaltar que qualquer produto feito com a cannabis precisa ser prescrito por um médico, que poderá indicar qual o melhor tratamento para o seu caso.

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